10 de julho de 2013

A TIPOLOGIA BÍBLICA DA ENTRADA DE CRISTO NO CÉU APÓS SUA ASCENSÃO

Sabemos que a Bíblia é muito tipológica, e sabendo interpretar estas tipologias, saberemos entender a Bíblia cada vez melhor. Mas vamos ver a definição de tipologia, para podermos entender melhor do que estamos tratando.
A tipologia é o estudo das figuras e símbolos da Bíblia, com os quais Deus procura mostrar por meio de coisas terrestres as coisas espirituais. Visto a incapacidade da mente humana de compreender as coisas divinas, nos mesmos termos encontramos no Antigo Testamento Deus falando das glórias celestiais através de coisas terrestres, ou seja, tipos e símbolos.
Existe uma relação profética muito interessante entre o Antigo Testamento e o Novo Testamento. Essa relação analógica (analogia = semelhança entre coisas diferentes) entre os símbolos e personagens do Antigo Testamento e aos elementos do Novo Testamento é chamada de tipologia bíblica.
Agostinho estava absolutamente correto em seu dito famoso: “O Novo Testamento está oculto no Antigo Testamento, e o Antigo é revelado no Novo.”
Considerações iniciais para se entender sobre a tipologia bíblica, sendo esta tratante de símbolos e tipos, Sendo assim, é relevante fazer uma distinção entre tipo e símbolo. Embora ambos indiquem alguma coisa, diferem em pontos importantes. Como:

  • Símbolo é um sinal. 
  • Tipo é um modelo ou imagem de alguma coisa.
  • O símbolo refere-se a alguma coisa do passado, presente ou futuro.
  • O tipo sempre prefigura uma realidade futura.
Podemos resumir esses quatro pontos dizendo que "O símbolo é um fato que ensina uma verdade moral. O tipo é um fato que ensina uma verdade moral e prediz a realidade daquela verdade" (Davidson). 

Mas vamos ao que trata o título deste estudo.
Talvez a representação mais gloriosa da Bíblia é a que mostra a entrada de Jesus pelos portões do céu, após vencer a morte. Primeiramente temos que analisar o texto que ilustra tal acontecimento.
“Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória.
Quem é este Rei da Glória? O SENHOR forte e poderoso, o SENHOR poderoso na guerra.
Levantai, ó portas, as vossas cabeças, levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória.
Quem é este Rei da Glória? O SENHOR dos Exércitos, ele é o Rei da Glória.”
(Salmos 24:7 ao 10)


A passagem bíblica fala da entrada da arca da aliança em Jerusalém, arca esta que representava a presença de Deus. Mas a passagem é muito mais profunda do um relato histórico. A passagem representa Jesus, após ter morrido na cruz pela expiação de nossos pecados, ressuscitou ao terceiro dia, ter passado mais quarenta dias nesta Terra dando as ultimas instruções aos seus discípulos, Jesus com seu corpo ressurreto, porém não glorificado até então, já que Tomé tocou em suas feridas nas palmas das mãos, e é impossível tocar em um corpo glorificado, então até então Jesus não estava glorificado ainda.
Tanto que vemos no texto quando Jesus vem chegando aos portões eles não se abrem no mesmo instante, já que os anjos que guardam os portões estavam acostumados ver Jesus num corpo glorioso e não ressurreto, ao reconhecerem Jesus, eles gritam para que os portões sejam abertos para que entre o Rei da Glória, os anjos responsáveis pela abertura dos portões logo perguntam quem é este Rei da glória e os anjos que já tinham reconhecido a Jesus começam a apresentá-lo por títulos que todos os anjos o conheciam-no, como por exemplo, Senhor forte e poderoso, Senhor poderoso nas batalhas, Senhor dos exércitos (de anjos) e mais uma vez dão ordens para que levante os portais eternos para que entre o Rei da Glória e assim lhe é feito. 
Jesus vem caminhando em direção ao portão, ilustrado no versículo 10, e mais uma vez os anjos que então do lado de dentro perguntam quem é este Rei da Glória e ao ultrapassar as entradas do céu, o corpo de Jesus é instantaneamente glorificado e todos os anjos gritam, o Senhor dos exércitos, ele é o Rei da Glória.
Assim, Jesus voltou a ter o seu corpo glorificado, como sempre foi antes de vir a Terra e ficar por aqui por 33 anos. 

Escrito por Luis Roldan.

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