20 de junho de 2017

SERÁ MESMO QUE DEUS É AUTOR DO MAL MORAL?

De acordo com a linha de pensamento teológico, alguns vão interpretar que Deus é autor do mal moral, o pecado. Isso está muito presente no pensamento determinista/fatalista, onde se crer que Deus determina tudo, inclusive todos os atos humanos, acarretando assim em dentro desse pensamento Deus ser o autor do pecado.
Porém, será que é isso mesmo que a Bíblia aponta? 
O texto muito usado para alegar que Deus seria o autor do mal é Isaías 45: 1 ao 7, principalmente o versículo 7. Vejamos:
"Assim diz o SENHOR ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações diante de sua face, e descingir os lombos dos reis, para abrir diante dele as portas, e as portas não se fecharão.
Eu irei adiante de ti, e endireitarei os caminhos tortuosos; quebrarei as portas de bronze, e despedaçarei os ferrolhos de ferro.
Dar-te-ei os tesouros escondidos, e as riquezas encobertas, para que saibas que eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que te chama pelo teu nome.
Por amor de meu servo Jacó, e de Israel, meu eleito, eu te chamei pelo teu nome, pus o teu sobrenome, ainda que não me conhecesses.
Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que tu não me conheças;
Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o Senhor, e não há outro.
Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas. (Isaías 45:1-7)


Reparemos que para analisar um texto, precisamos analisar seu contexto imediato, que são os versículos próximos, também o contexto histórico e também analisarmos o texto de acordo com outros textos que tratem do assunto, entre outros critério de análises, mas vou focar nestes três que citei. Ao lermos o texto bíblico a cima, vemos que Deus ta usando o profeta Isaías para profetizar a libertação do povo de Judá do cativeiro babilônico, cativeiro que ainda iria acontecer, mas Deus já estava falando da libertação, profecia que se cumpriu cerca de 200 anos depois. 
A Babilônia tinha levado cativa uma boa parte do povo de Judá (parte sul do território de Israel), Isso lemos no livro do profeta Jeremias e em lamentações de Jeremias, depois de passadas algumas décadas, Deus dá condições do império medo-persa, comandado por Ciro de entrar na Babilônia, a derrotar e agora Ciro toma conhecimento da profecia e liberta o povo. Mas reparem que o texto diz que Deus deu condições de Ciro vencer a batalha, o contexto histórico trata de uma guerra, que para o exército babilônico foi uma calamidade, dentro deste contexto o mal ali fala de calamidade, tanto que na tradução NVI no versículo 7 a palavra mal é traduzida como desgraça. 
Já no contexto imediato, que é a análise dos versículos próximos do principal a ser analisado, no caso o 7, vemos que nenhum momento o  texto trata de pecado, sim de vitória e derrota em guerra. No versículo 7 há um contrante constante nos texto entre palavras como luz e trevas, paz e mal. Dentro do contraste de paz e mal, percebemos que o contrário de paz não é pecado, e dentro desse contexto os melhores antônimo a se encaixarem aí seriam guerra, conflito e crise.
Logo, fica claro que o texto em nenhum momento fala que Deus é autor do pecado e sim fala de calamidades, onde na Bíblia vemos diversas calamidades que vem como consequência, castigo pelo pecado.
Deus tem como atributo de caráter a santidade, Ele é Santo e não compactua com pecado. 

Um texto relacionado a isso é 1 João 1: 5 ao 7:
"Esta é a mensagem que dele ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; nele não há treva alguma.
Se afirmarmos que temos comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade.
Se, porém, andamos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado."


O apóstolo João fala de parte da mensagem mensagem do evangelho, onde na mesma ele fala da essência de Deus, que é Luz e Nele não há nenhuma trevas, se analisarmos os versículos veremos que essa palavra trevas refere-se ao pecado, Deus não tem em si prazer no pecado, nem é desejoso que o mesmo aconteça e nem que pratiquemos o pecado, pois se andarmos no pecado, não teremos comunhão com Ele, mas se andarmos na luz, nos seus caminhos, onde o Salmos 119:105 diz que a Palavra de Deus é luz para nossos caminhos, teremos comunhão com Ele, com os irmãos em Cristo e assim, Jesus nos purifica de todo pecado, isso porque o desejo de Deus é que sejamos limpos do pecado, Ele não faz o homem pecar. Deus não é autor do mal moral (pecado).

Escrito pelo pastor Luis Roldan.

13 de junho de 2017

O DECLÍNIO DA SOCIEDADE QUE NEGA AS DIRETRIZES DE DEUS

O conhecer de Deus para o homem só é possível através da graça de Deus a qual liberte o entendimento do homem para ele poder compreender sua necessidade de salvação vinda de Cristo. Porém, se render a Cristo não é algo irresistível, mas sim possível (Atos 7:51).
O homem passa a conhecer a Deus através da pregação e ensino da Palavra de Deus (Romanos 10:14), mas somente quem crer no evangelho será salvo (Marcos 16:15), isso demonstra que entre conhecer e crer há uma clara diferença.   

Mas o que quero tratar não é sobre a mecânica da salvação, e sim, a possibilidade e consequências daqueles que conhecem o evangelho e o negam. 
"Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.
Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos." (Romanos 1:21,22) 
Veja o texto bíblico a cima que fala claramente que algumas pessoas mesmo depois de conhecerem a Deus, não se renderam a Ele, não o adoraram e que então os seus corações se obscureceram. Não foi Deus que os privou do conhecimento Dele ou que obscureceu o coração deles, mas sim eles próprio. 
Como consequências disso, as pessoas sofrem o abandono de Deus, pois Deus oferece-lhes a salvação (Efésios 1:9), mas eles a rejeitam (Mateus 23:37), são intransigentes, não mudam de postura, então por tantas negações a graça de Deus, acabam abandonados como já estavam em seu estado, presos em suas próprias concupiscências e coisas infames e destrutivas. 
"Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si." (Romanos 1:24) 
Isso é individualmente, mas acarreta numa sociedade doente, constantemente pecadora e até mesmo cheia de crimes.
"Além do mais, visto que desprezaram o conhecimento de Deus, ele os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem o que não deviam.
Tornaram-se cheios de toda sorte de injustiça, maldade, ganância e depravação. Estão cheios de inveja, homicídio, rivalidades, engano e malícia. São bisbilhoteiros,
caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, arrogantes e presunçosos; inventam maneiras de praticar o mal; desobedecem a seus pais;
são insensatos, desleais, sem amor pela família, implacáveis.
Embora conheçam o justo decreto de Deus, de que as pessoas que praticam tais coisas merecem a morte, não somente continuam a praticá-las, mas também aprovam aqueles que as praticam." (Romanos 1:28-32)
No versículo 28, citado a cima vemos que o mesmo fala sobre pessoas que desprezaram o conhecimento de Deus, e só despreza-se algo do que lhe foi apresentado, então Deus os deixa na sua condição inicial, sem transforma-los, sem regenerá-los, praticando assim aquilos para o que são inclinados a fazerem, que são ações listadas nos versículos a cima. 
O coas nas vidas das pessoas são apenas consequências de suas próprias escolhas, pois se tivessem se rendido a graça de Deus e O seguido, suas vidas e sociedade estariam diferentes. 
Mas ainda há tempo, arrependei-vos e busquem a Deus, seja fiel a Ele e seus mandamentos. 
"Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto." (Isaías 55:6) 

Escrito pelo pastor Luis Roldan.

4 de maio de 2017

POR QUE DEUS REJEITA ALGUNS?

O assunto é um pouco extenso e não tenho a intenção de esgotá-lo, porém somente abordar um pouco sobre ele e assim dá uma base de o porque de alguns serem rejeitados por Deus, a tal ponto de Deus dizer que não os conhecem.
Em Mateus 7: 15 ao 23 está relatado o momento em que Jesus está falando sobre a árvore e seus frutos, numa linguagem simbólica onde a árvore são os seres humanos e os frutos são suas atitudes de acordo com seus corações. Ele também fala que nem todo que diz seguir o Senhor Deus é realmente servo do mesmo, pois sua aparência diz que sim, mas suas atitudes e sentimentos dizem que não. Logo em seguida vem a parte que mais nos chama atenção:
"
Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?
E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade." (Mateus 7:22,23)
Parece estranho ler Deus dizendo que não conhece algumas pessoas, porém este conhecer não é no sentido de saber de suas existência e nem mesmo de saberem exatamente quem são ou o que está dentro de seus corações. Pois se assim fosse,estaríamos negando que Ele é o criador de toda a humanidade e negando sua onisciência ao dizermos que Ele não conhece todos e suas intenções. 
Porém ao dizer que não os conhecem é pelo fato de não os reconhecerem como verdadeiros seguidores, verdadeiros servos Dele.
Isso porque antes mesmo estes já tinham se colocando como não servos de Deus, tanto que os versículos seguintes Jesus fala isso, que os verdadeiros servos são os que ouvem e seguem Sua palavra. 
Estas pessoas que são rejeitadas, são as mesmas para quais Jesus veio assim como para toda a humanidade, mas estes não o receberam. 
Vejamos João capítulo 1, o qual trata da pré-existência de Jesus, sua encarnação e sua vinda para salvação da humanidade. o capítulo fala que Ele é a luz do mundo e que esta luz veio para todos os homens, porém no versículo 10 diz que o mundo não o conheceu?
Aí entra a pergunta, o  mundo conheceu Jesus? Lógico que sim!
Jesus se manifestou no mundo, Ele era famoso onde atuou em Seu ministério terreno, depois os seus discípulos haviam levado o evangelho de Cristo aos 3 continentes conhecidos até então, a saber Ásia, Africa e Europa. Hoje Jesus é conhecido em quase todos os países do mundo. Então, o mundo o conheceu, porém, em grande parte não o reconheceu como Messias. 
No versículo 11 diz que Ele veio para o que seu, a saber o mundo, porém os seus não o receberam, no caso os judeus, já que em grande parte não creram Nele como o Messias.
No 12 diz que todos os quais (de todas as nações) que o receberam, a estes deu-lhes o poder de serem filhos de Deus porque creram Nele. Ou seja, veio a oferecer a salvação a todos, mas nem todos o reconheceram como Salvador de suas almas, a estes que não o reconhecem como Salvador, negando sua graça, estes serão rejeitados por Deus. 
Isso vai além de crer, mas sim em crer e externar isso do coração até as atitudes. 
"Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos;
E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8:31,32)  
Reparem que os Judeus em questão já tinham crido em Jesus, mas Ele vos dizia que era necessário permanecerem em seus ensinamentos e aí sim seriam verdadeiros discípulos de Jesus, então se permanecessem aí sim conheceriam a verdade e seriam libertos do jugo do pecado e da condenação eterna. 
A conclusão que chego é que Deus só rejeita, quem rejeita a Sua graça e sua proposta de salvação (Efésios 1:9). 

Escrito pelo pastor Luis Roldan.









12 de abril de 2017

POR QUE QUANDO DEUS FECHA A PORTA É BOM?

Além de sabermos que tudo que Deus é bom, quero explicar baseado em alguns parâmetros bíblicos para não parecer clichê. Primeiramente quero me basear em um texto, que está em Apocalipse 3:7 que diz assim:
"E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre."
Vamos falar do contexto histórico do texto, pois neste momento Jesus falava ao apóstolo João, o qual Ele tinha arrebatado ao céu para lhe mostrar e falar sobre acontecimentos presentes da época e do futuro. Então nos 2 primeiros capítulos do livro, Jesus fala pra João entregar mensagens aos líderes (aqui chamados de anjos da igreja) de 7 igrejas locais na Ásia menor, dentre e essas igrejas, estava a de Filadélfia, e se falarmos do contexto imediato do texto, vemos uma igreja que não recebeu reprimenda do Senhor, só elogios e incentivos, tanto que no versículo 8 já vemos Jesus incentivando a tal igreja.
Dentro desse incentivo, Jesus está dizendo que Ele tem toda autoridade, inclusive para abrir portas e fechar portas. Quando falamos de portas abertas lembramos logo de providência de Deus, de bênçãos e etc. Porém quando falamos de portas fechadas se convencionou a pensar em coisas ruins, como falta de oportunidade, falta de emprego e etc.Mas perceba que porta fechada por nossas atitudes são ruins, mas quando é Deus é bom, pois assim como quando Ele fez o mundo e viu que tudo que fez era bom bom, tudo que Ele faz continua sendo bom, além disso, o texto aponta para incentivo, Ele ta querendo dizer que devemos nos alegrar quando Ele fecha portas. Baseado nisso eu quero trazer momentos na Bíblia que demonstra que portas fechadas por Deus ou a mando Dele são bênçãos.
1- livramento:
No Egito o povo de Israel cativo, escravizado, estavam experimentando a ação de Deus e os egípcios experimentando as pragas. Na 10ª praga Deus envia um anjo a matar todos os primogênitos do Egito, para então faraó vir a soltar o povo de Israel. 

Só que Deus disse que o povo israelita deveria matar um cordeiro e cada uma entrar em sua casa e fechar a porta, o anjo da morte ao vê o sangue do cordeiro sobre os umbrais da porta fechada, ia passar direto sem fazer mal a ninguém. Sabemos que o principal motivo do livramento foi a obediência. Quando estamos na direção de Deus, algumas portas se fecharão, mas serão também para nos livrar de males.
2- intimidade:
Jesus uma vez indicou a fecharmos a porta de nosso quarto e orarmos sozinhos em secreto a Deus. Há momentos que Ele fecha portas e parece que estamos abandonados pelas pessoas, mas é só um tratar Dele para nos refugiarmos em seus braços e buscarmos mais um relacionamento em oração com Deus, gerando em nossas vidas mais intimidade com  o Pai.

3- Ressurreição: Quando Jairo pede para Jesus curar sua filha, Jesus atende indo com Ele. Ao chegarem a casa de Jairo a menina já ta morta, então Jesus manda que boa parte das pessoas ali presentes saiam e Ele, a família da menina e poucos discípulos entram no quarto e fecham a porta, então Jesus ressuscita a menina. 
Há momento que Deus fechará portas em nossas vidas para trazer as bençãos Dele sobre nossa vida. Aos 18 anos eu cheguei perto de ser jogador de futebol profissional, mas não aconteceu, hoje entendo que o que Deus tinha para mim era o ministério pastoral. Tem pessoas que estavam com áreas de suas vidas morrendo, como casamento, projetos, ministérios, e Deus teve que fechar uma porta para ressuscitar tais áreas.

Escrito pelo pastor Luis Roldan.
  

17 de novembro de 2016

VISÃO BÍBLICA E TEOLÓGICA SOBRE ABORTO E ALMA DO FETO.

O tema é atual e muito relevante, passível de uma necessidade de esclarecimento maior sobre a posição cristã sobre o aborto, sendo assim vou utilizar parâmetros bíblicos e também o livro "teologia sistemática", do autor Stanley M. Horton.  
No livro supra-citado, diz assim: "Ninguém no campo da medicina ou da biologia discute a origem do corpo físico do ser humano. Na concepção, quando o espermatozoide se une ao óvulo, a molécula de DNA deste desenrola-se e une-se à daquele, formando uma célula inteiramente nova (zigoto). Essa nova célula vive é tão diferente que, depois de se afixar à parede uterina, o corpo da mãe reage, enviando anticorpos para eliminar o intruso não reconhecido. Somente alguns aspectos especiais e inatos do novo organismo o guardam da destruição. Por isso é incorreta a expressão "meu corpo", empregada pelas defensoras do aborto quando falam do embrião ou do feto em qualquer estágio."
Aqui já começamos a reforçar que naturalmente o feto não é a extensão do corpo da mãe que o gera em seu ventre, mas sim outro corpo, é um outro ser, e mais a frente veremos os posicionamentos teológicos sobre este outro ser já ser dotado de uma alma. 
Sendo este um outro ser, matá-lo não é simplesmente expelir uma parte de seu corpo, é um assassinato. O feto não pode ser encarado como um cravo que nos incomoda e e vamos lá e o esprememos, não, é uma vida. Vida essa que não é só um monte de células, pois apesar de todo ser humano ser um monte de células juntas, todos possuem alma, inclusive o feto, e Só Deus tem o direito de dar e tirar vida, quando o ser humano tira a vida de outro sem ser em legítima defesa, constitui-se um pecado de assassinato, algo que Deus reprova (Êxodo 20: / 1 Pedro 4:15/ Apocalipse 22:15)
Quero voltar a citar o mesmo livro de outrora:" A partir da concepção, este corpo distinto produzirá mais células, e todas elas manterão o padrão único dos cromossomos do zigoto original. Está claro, portanto, que o corpo humano tem sua origem no ato da concepção."

A definição sobre o momento exato da origem da alma do feto é algo mais complicado, existem algumas teorias, visões, das quais eu quero apresentar duas que acho mais coerentes. Para isso sem uma análise da distinção do espírito para a alma, vou colocar aqui a linha que o livro base que estou seguindo vem tratando "alma" como a totalidade da natureza imaterial do ser humano, que abrange os termos bíblicos: coração; rins (no antigo testamento muitas das vezes se usava o rins como sede da alma e emoções); entranhas; mente; alma; espírito. Nisso usarei as teorias a respeito da alma, sendo chamadas de criacionismo (Deus cria diretamente cada alma) e de traducianismo (cada alma é derivada da alma dos pais)
Criacionismo: "De acordo com esta teoria, cada alma individual deve ser considerada uma criação imediata de Deus, que deve sua origem a um ato criador direto. A cronologia exata da criação da alma e de sua união com o corpo não é um assunto levantado nas Escrituras. Entre os adeptos da teoria do criacionismo estão Ambrósio, Jerônimo, Pelágio, Anselmo, Aquino e a maioria dos teólogos católicos romano e reformados. As evidências bíblicas usadas para reforçá-la são os textos que atribuem a Deus a criação da alma e do espírito (Números 16:22/ Eclesiastes 12:7/ Isaías 57:16/ Zacarias 12:1/ Hebreus 12:9)." - Teologia sistemática - Stanley M. Horton.
A linha do criacionismo da alma deixa claro o fato de a vida e alma virem de Deus, isso não há dúvidas, porém, deixa uma lacuna não preenchida sobre onde se encaixa a doutrina do pecado original, pois se a alma vem direto de Deus, sem intermédio, e a alma humana nasce com a herança do do pecado de Adão, por onde entrou este pecado? 
Essa linha teológica pode abrir espaço para erroneamente acusarem Deus de ser autor da natureza pecadora do homem. 

Traducianismo: "Strong cita Tertuliano, o teólogo africano (160-230), Gregório de Nyssa (330-395) e Agostinho (354-430), que comentaram favoravelmente o traducianismo, embora nenhum deles forneça uma explicação integral. Mais recentemente os reformadores luteranos, de modo geral, aceitavam o traducianismo. O  termo traduciano provem do verbo latino traducere (levar ou trazer por cima, transportar, transferir). sustenta que a "raça humana foi criada imediatamente em Adão, no que diz respeito à alma como também ao corpo, e que ambos são propagados da parte dele para a geração natural. Em outras palavras, Deus outorgou a Adão e Eva os meios pelos quais eles (e todos os seres humanos) teriam descendentes à sua própria imagem, perfazendo, assim, a totalidade da pessoa material-imaterial.
Gênesis 5:1 registra: "No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez.". Por contraste, Gênesis 5:3 declara: "E Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e pôs-lhe o nome de Sete." E, na declaração de Davi: "Em pecado me concebeu minha mãe" (Salmos 51:5), temos evidências de que ele herdou dos pais, ao ser concebido, uma alma com tendências ao pecado. Finalmente em Atos 17:26 Paulo declara: "Deus...de um só fez toda a geração dos homens", que subentende que tudo quanto se constitui em "humanidade" provém de Adão. Para os proponentes do traducianismo, o aborto, em qualquer etapa do desenvolvimento do zigoto, do embrião ou do feto, significa pôr fim a uma vida plenamente humana." - Teologia sistemática - Stanley M. Horton.
Essa linha teológica explica melhor como a herança do pecado original passa de geração a geração. Pois Deus cria a alma de cada um, porém, a alma passa por intermédio dos pais. Vou exemplificar:
Imagine uma torneira que jorra água e tem um balde que precisa ser cheio, porém o balde não é cheio direto da torneira, mas na torneira tem uma mangueira que conduz a água para o balde, mas no interior da mangueira há pequenas sujeiras e ao passar da água por dentro da mangueira, a sujeira é conduzida para dentro do balde junto com a água. Assim Deus, simbolizado pela torneira, jorra a alma, aqui simbolizada pela água, a qual passa pela mangueira, simbolizando os pais e o balde é a criança, que recebe a água que era pura, mas recebe a sujeira da mangueira, ou seja, a herança do pecado original.
Os que discordam dessa visão traducionista alegam que isso seria afirmar que Cristo tinha participação da natureza pecaminosa herdade de Maria, porém os traducuianistas respondem que o Espírito Santo santificou o que Jesus recebeu da parte de Maria, protegendo-o de qualquer sinal de tendência pecaminosa. Eu, Luis Roldan, me sinto mais inclinado a visão traducionista, apesar de a criacionista da alma ter pontos que também levo em consideração, porém sobre Jesus ter sido santificado pelo Espírito Santo no ventre de Maria, eu penso que Ele sempre foi Santo e sua natureza humana foi na realidade protegida pelo Espírito Santo, como se o Espírito Santo fizesse uma redoma de proteção para que a inclinação pecaminosa de todo ser humano que nada mais, nada menos é do que a herança do pecado original, não atingisse Jesus. 

Mas para concluir, vemos que na ótica bíblia e teológica cristã, o aborto é um pecado, não deve ser praticado, mas combatido. O feto já é um ser vivo, não uma continuação do corpo de sua mãe. Antes mesmo de sermos formados, Deus já tinha um plano para nós, interromper a gravidez, é ir contra os planos de Deus.
"Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta." (Jeremias 1:5) 
Deus tinha um plano na vida de Jeremias antes dele ser formado, quando ele ainda estava como uma pequena célula, pra ele Deus preparou um ministério de profeta, talvez muitos médicos, professores, juízes, país maravilhosos, benfeitores sociais, e etc foram mortos antes mesmo de nascer e não podendo viver o que Deus tinha para eles.  
Se você um dia cometeu tal pecado, confesse seu pecado e peça perdão a Deus, Ele é perdoador dos que se arrependem. e você que ainda acha que não há mal em aborto, peça pra Deus te orientar, Ele é bom nisso. 
"E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12:2)

Escrito pelo pastor Luis Roldan. 

12 de outubro de 2016

BUSCANDO VASOS CORRETOS PARA O MILAGRE ACONTECER

Queridos leitores, sabemos que tudo que recebemos é pela graça de Deus, a começar pela salvação mediante a fé em Jesus Cristo, só isso já é um grande agir de Deus em nossas vidas, nem poderíamos pedir mais nada após receber tamanha dádiva, porém temos necessidades naturais da vida humana e Deus é tão fiel e amoroso que as supre. " O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus." (Filipenses 4:19)
Quero sob um trecho bíblico trazer alguns ensinamentos sobre Deus ter providência para várias áreas de nossas vidas, mas com parâmetros dados por Ele mesmo. 
primeiramente veja o texto:
"E uma mulher, das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao SENHOR; e veio o credor, para levar os meus dois filhos para serem servos.
E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.
Então disse ele: Vai, pede emprestadas, de todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas.
Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite em todas aquelas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia.
Partiu, pois, dele, e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam as vasilhas, e ela as enchia.
E sucedeu que, cheias que foram as vasilhas, disse a seu filho: Traze-me ainda uma vasilha. Porém ele lhe disse: Não há mais vasilha alguma. Então o azeite parou.
Então veio ela, e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele: Vai, vende o azeite, e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto." (2º Reis 4:1 ao 7) 

É um texto muito conhecido e muito ministrados nas igrejas, fala de uma mulher que era esposa de um discípulo da escola de profeta, na época comandada por Eliseu. O marido dessa mulher tinha morrido e a família estava endividada. A Lei dizia que se alguém devia algo a outra pessoa, o credor poderia pegar bens do endividado para que fossem por pagamento da dívida. Caso isso não fosse o bastante para quitar a dívida, o endividado deveria trabalhar para o credor afim de pagar a dívida ou poderiam ser tomados os filhos do endividado para que eles trabalhassem. Era o que estava acontecendo já que o homem tinha morrido e a mulher não ia fazer tais serviços, então os filhos seriam os que pagariam com trabalho. O que nos leva a crer que a dívida que ficou para essa mulher era grande.

Então ela vai consultar o profeta para ele falar com Deus e ter uma direção divina e uma solução do seu problema. Ele pergunta o que ela tem em casa, ela diz que somente um pouco de azeite, que era um azeite grosso, usado para unção, era pouco e nem para vender dava, pois não era comestível, somente servia para ungir. 
A partir disso, o profeta manda que ela vá pelo caminho e peça as vizinhas vasilhas, que nada mais eram do que vasos de barros, pois Deus iria refinar aquele azeite para que pudesse ser comestível e usado também como combustível e assim ser atraente para as pessoas comprarem, além de multiplicá-lo para que a venda fosse grande. 

Mas aqui entra os parâmetros para estes vasos, pois não poderiam está em qualquer condições. 
Os vasos não poderiam está com nada dentro. Vaso nos representa e o azeite representa o Espírito Santo, ou seja, nós devemos nos esvaziar de nós mesmos, de nossos achismos, orgulhos, e etc. Tudo para que possamos ser totalmente cheios do Espírito Santo. 
Fora que se o vaso tivesse com algo dentro, ao derramar o azeite, ia se misturar com o elemento que estive ali dentro. Deus não trabalha com mistura, tudo que é fora da Palavra de Deus tem que sair de nossas vidas. 
Os vasos não poderia está lascados, quebrados, rachados ou furados, pois ia vazar o azeite, assim nossa vida deve está firme, assim como também não devemos fazer alianças, principalmente em questões espirituais e ministeriais com pessoas com vida cristã esteja quebrada. 
Os vasos deveriam ter profundidade, pois se não ia caber pouco azeite dentro e a mulher precisava de muito. Ter vida rasa com Deus ou ter aliança com pessoas rasas em Deus é prejudicial, pois não suprirá o que precisamos para o milagre acontecer. Precisamos ser e ter aliança com pessoas que tenham profundidade na Palavra de Deus, na oração e na conduta cristã correta. 
Os vasos deveriam ser muitos, pois grandes necessidades e coisas impossíveis aos olhos naturais, precisam de muita providência e muita ajuda. 

Deus tinha prometido para aquela o milagre da providência, ao profeta a revelação do que fazer e que resultaria foi imediata, mas a mulher foi progressiva, já que após o refino e multiplicação do azeite, ela foi até o profeta perguntar o que fazer e ele lhe disse pra vender, pagar a dívida e viver do resto com os filhos, ou seja, a mulher ainda virou uma comerciante. 
Não duvide das promessas de Deus na sua vida. "Porque para Deus nada é impossível." (Lucas 1:37)
Apenas creia e faça as coisas nos parâmetros corretos e viva o seu milagre. 

Escrito pelo pastor Luis Roldan.

22 de setembro de 2016

DEUS QUER A IGREJA MAIS SACERDOTAL DO QUE PROFÉTICA

A igreja de Cristo, o corpo de Cristo formado pelos seus seguidores tem certos papéis, tanto como de igreja local, como cristãos individualmente falando, entre as principais estão o papel sacerdotal e o profético. Porém, ao vermos que a igreja está edificada sobre Cristo (Mateus 16:18), sendo ele chamado por Pedro de pedra de esquina, isso em 1ª Pedro capítulo 2: 1 ao 7, que era uma base colocada na quinta de toda estrutura de uma construção, sobre a qual se era edificada as demais pedras da construção em questão.
No versículo 5 desse texto bíblico, Pedro diz que somos também pedras, logo estamos edificados sobre a pedra de esquina, a saber, Jesus Cristo. Assim somos feitos sacerdócio santo para adorarmos a Deus, ou seja, somos sacerdotes, independentes de cargo eclesiástico, o papel de cada cristão primariamente é ser sacerdote.
O sacerdote do antigo testamento tinham como funções, oferecer a adoração a Deus, ler e ensinar a Palavra de Deus, verificar e atestar doenças nas pessoas e caso doentes colocá-los em quarentena e tratá-los, e orar as pessoas.
Já o profeta era alguém usado por Deus para entregar ao povo mensagens de bênçãos, mas principalmente chamadas ao arrependimento por terem deixado de lado os ensinamentos recebidos da Palavra de Deus por intermédio dos sacerdotes.
No novo testamento os líderes/sacerdotes são os apóstolos, pastores e presbíteros da igreja, os quais tinham funções de ensinar a Palavra de Deus, orar os doentes, expulsar demônios das pessoas, aconselhar, tratar o pecador a mudar seus caminhos e se manter firme com Deus.
Os profetas eram aqueles que eram usados por Deus pregar o evangelho e as consequências de segui-lo ou não e eventualmente usado por Deus em dom de profecia.
Hoje não deve ser diferente, porém muitas das vezes as igrejas locais e cristãos estão se colocando primeiramente como profeta do que como sacerdotes.
Precisamos ser mais sacerdotes, não perdendo a voz profética, mas antes de corrigir os cristãos que entram por caminhos tortuosos, devemos lembrar que eles chegam até nós doentes espiritualmente falando, como não cristãos, ímpios, ou seja, sem ligação com Deus por não terem Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas. Nisso, pregamos, e eles crendo passam a serem cristãos, e aí começa o tratar da ovelha, quando a igreja local, principalmente o pastor, orienta, ensina, aconselha, ora esta pessoa e Deus vai desenvolvendo essa ovelha/pessoa, onde a mesma crescer em maturidade cristã e vai ficando cada vez mais firme com Deus.

"E os fariseus, vendo isto, disseram aos seus discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?
Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes." (
Mateus 9:11,12)

Jesus veio para resgatar o perdido e nos deixou como seus representante para continuar este trabalho, assim nós devemos ajudar estas pessoas serem pedras edificadas sobre a pedra de esquina, sobre Jesus. Pois, pessoas bem cuidadas, edificadas em Jesus, terão menos incidência de erros e assim não precisaremos usar tanto nosso papel profético.  
A igreja precisa abraçar mais, cuidar mais, orientar mais, ensinar mais, pregar o genuíno evangelho, não deixando a correção de lado quando for necessário, mas focando em tratar as feridas da alma e máculas espirituais com que as pessoas chegam até nós. Pois pecado se combate, mas pecador se trata.

Escrito pelo pastor Luis Roldan.